13 de agosto de 2007

Miri

Não tinha dormido ainda. Cansado do dia anterior, estava desmaiando de sono quando encontrei o cara de Gales (não, não sei o nome dele, vou chamar de Jack para facilitar) e fomos para a rodoviária. De lá até o aeroporto, o Jack até tentou puxar conversa, mas eu não estava muito sociável. Socializei minha cabeça no banco do ônibus, devo até ter babado na poltrona enquanto dormia. Eca.
No aeroporto, me despeço do Jack e pego meu vôo. Desmaio de novo. Acordo em Miri , já no solo, sacodido pela aeromoça. Quem me conhece sabe, se eu estiver em tal estado de torpor, nem um avião pousando me acorda.
Pego o ônibus para a cidade e assim que chego, começo a perguntar como eu faço pra cruzar a fronteira pra Brunei. Nada contra Miri, mas nada a favor tambem! Mas enfim. Descobri que brasileiros não têm liberdade para cruzar a borda sem visto, como quase todos os países que têm um governo estável por mais de dois anos. Eu precisaria pedir visto em um consulado, e o mais perto era em Kuching e eu não estava com ânimo de ir ate lá só pra poder passar três dias em Bandar Seri Begawan. Provavelmente conseguir o visto tomaria mais tempo que isso!
Reservo uma passagem pro dia seguinte pra Kota Kinabalu. Como teria que passar a noite em Miri, fui atras de um albergue barato. Os recomendados no Lonely Planet estavam todos lotados (já comecei a evitar lugares que estao no LP: nunca têm vaga ou estão bem mais valorizados pela indicação e cobram à altura) mas acabei achando o River Inn. Cinqüenta ringgits – o mesmo que paguei na caixa de fósforos com uma cama no meio que fiquei em Kuala Lumpur – pra uma cama de casal, banheiro próprio, ar condicionado e televisão. Tudo bem, o único canal que pegava era de desenho e dublado em bahasa. Mas eu só queria era dormir, e aquilo era bom demais pra cinqüenta ringgits! E foi assim, ao som incompreensível de Dragonball em bahasa que meu dia acabou, bem cedo!

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